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11 de julho de 2010

A História dos Cupcakes


A História dos Cupcakes

Os cupcakes Mesmo não nasceram Reino Unido , e sempre foram conhecidos como Fairy Cakes ( bolo das Fadas ).
Presentes em ocasiões ( café da manhã, chá da tarde , Aniversários , festas ), era tradicionalmente de baunilha com cobertura de "Royal icing "( fondant ).
Acredita -se que chegou aos E.U.A. em meados do Século XIX , e chamados foram de copo ", "medida" ou " Número " bolo.

Isso SE DEU PORQUE TODOS OS ingredientes da Receita ERAM medidos xícaras por ( copos ), ao inves de pesados como era o costume naquela época. E esse tipo de medição foi considerado revolucionário pela facilidade que dava à dona de casa .

19 de novembro de 2009

Origem dos Bolos


A origem dos bolos se confunde com a dos pães. No começo, havia uma certa confusão e massas adocicadas assadas eram indistintamente chamadas de pães ou bolos. Os egípcios já confeccionavam bolos de mel, bem como os gregos da Ilha de Rodes.
Existe um painel datado por volta de 1175 aC, ilustrando a confeitaria da corte do faraó Ramsés III, com o registro de vários tipos de pães e bolos. E alguns historiadores acreditam que em 700 aC, pães e biscoitos adocicados eram vendidos pelo Egito.

Os romanos conheciam a técnica da fermentação, e por este motivo, desenvolveram várias receitas de bolos, inclusive com a adição de frutas secas e até mesmo queijo, o que seria uma versão rudimentar do Cheesecake.

Embora os bolos sempre tenham estado associados a festas e comemorações, com o tempo, tornaram-se um alimento mais comum, presente quase que diariamente à mesa.
Por outro lado, os bolos de casamento ilustram perfeitamente a evolução da técnica e arte da confeitaria.

A tradição de servir bolos em casamentos remonta à Roma antiga. Era costume, nas famílias mais abastadas, preparar uma massa com ingredientes especiais, tradicionalmente usados como oferenda aos deuses, como frutas secas, nozes e mel. Este doce não era para ser consumido, mas os convidados o amassavam por cima da cabeça da noiva, tal como se faz hoje com arroz na saída da igreja. Desejava-se que os deuses trouxessem prosperidade, sorte e fertilidade.
Julio César levou este costume para a Bretanha, em 54 aC, e passou a fazer parte dos hábitos das populações locais. Na Inglaterra, os bolos decorados apareceram pela primeira vez na corte de Elizabeth I. Basicamente se usava pasta de amêndoas (marzipã) moldada em vários formatos. Os ingredientes ficavam cada vez mais sofisticados e exóticos, já que o Império britânico fornecia produtos de todo o mundo.

Era comum fazer pequenos bolinhos doces, cobertos de marzipã e decorados. Alguns eram amassado e jogados na noiva, outros consumidos pelos convidados. Os que sobravam eram arrumados em uma pilha, e os noivos deveria se beijar sobre o monte de bolinhos, com o objetivo de serem abençoados com muitos filhos. Não demorou muito para que esta pilha de bolinhos fosse substituída por um grande bolo.

Dentre as primeiras receitas que se tem registro, a que mais se aproxima dos bolos de hoje é uma receita italiana, de bolo de amêndoas, servida em Nápoles, em 1478.
Acredita-se também que tenha sido a Itália a precursora na arte de bolos decorados. Quando Catarina de Médici se casou com o rei na França, Henrique II, levou como dote seus confeiteiros, e seu bolo de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. A técnica foi difundida pela França e em 1660, quando o rei Charles II retornou de seu exílio, para reclamar o trono inglês, levou consigo um séqüito de habilidosos confeiteiros franceses.A partir deste momento, quando os bolos ricamente decorados passaram a ser um hábito e também um símbolo de status e poder econômico, começou uma verdadeira corrida para saber qual corte produzia o bolo mais espetacular.
O escultor Giovanni Lorenzo Bernini teria usado açúcar para algumas obras especialmente encomendadas.
Há um curioso registro sobre a festa de casamento do Duque Guilermo da Baviera e a senhorita Renata de Lorena, em Munique: O bolo tinha três metros de altura, e durante a festa, o Arqueduque Ferdinando da Áustria teria saído de dentro do bolo, para homenagear os noivos com uma canção (citado em WEIGL, Christoph. “História das Artes Manuais”, Reisensburg, 1698).
Durante o reinado da rainha Vitória, na Inglaterra, também se faziam bolos enormes, chegando a pesar mais de 100 quilos.

Nesta época os bolos faziam parte da vida de nobres basicamente porque os ingredientes eram escassos, e muito caros. Além disso, ainda não tinham a qualidade de hoje, e uma simples receita de bolo exigia o trabalho de vários empregados: O açúcar tinha a forma de um grande torrão, que devia ser cortado, sovado e peneirado. A manteiga, em geral rançosa, devia ser lavada com água de rosas. As frutas secas, picadas, sem falar nos ovos, usados em quantidades enormes e batidos à mão. O fermento, levedura de cerveja, devia ser cultivado, e reativado, tudo de forma natural.
Pronta a massa, restava o trabalho de controlar fornos à lenha, muito diferentes dos atuais.

Por todo este período, as receitas se desenvolveram de forma esparsa, dentro das cortes, conventos e cozinhas reais. A primeira receita de pasta americana (ou “sugar paste”) que se tem noticia está em uma obra chamada “Delights for Ladies”, de 1609. Leva açúcar, amido e goma tragacanth .Em 1769, Mrs. Raffald publicou um livro, “The Experienced English Housekeeper”, contendo uma receita de bolo, outra de marzipã, e de glacê real.

No século XIX, a grande estrela da confeitaria no mundo foi Antoine Carême. Cozinheiro preferido de todos os reis da Europa, ornamentava seus banquetes com monumentais peças de açúcar. Utilizando-se de uma espécie de pastilhagem, e inspirado na Arquitetura, construía sobremesas e bolos estruturados. Registrou suas obras, com desenhos de próprio punho, nas obras “Le Pâtissier royal parisien”. Paris, 1815, e “Le Pâtissier pittoresque”, Paris, 1842.
Por toda a Europa surgiam receitas exclusivas de bolos, famosas até hoje, como a Torta Vienense e o Bolo Sacher.
Em 1894, Ernest Schulbe mostrou seus trabalhos na Exposição de Londres. Seu livro “Advanced Piping and Modelling” deixou o registro de receitas e também dos utensílios usados à época. Muitas peças eram feitas de osso, existiam pinças marcadoras tal como as de hoje, e também eram feitas flores de açúcar. Basicamente, usava-se uma mistura de marzipã e massa elástica (“gum paste”). Na Inglaterra cada vez mais desenvolveu-se a técnica de usar o Glacê real para revestir o bolo. Dizem que vem daí o costume de os noivos cortarem juntos a primeira fatia de bolo: O noivo precisava “ajudar” a noiva a rachar a cobertura rígida de açúcar.

No começo do século vinte, os bolos decorados, agora mais acessíveis, começaram a fazer parte dos hábitos da sociedade como um todo. Surgiu a tradição, na Inglaterra e Estados Unidos, dos bolos de casamento de três andares, representando as três alianças: noivado, casamento e a eternidade.

Hoje a técnica está difundida praticamente no mundo todo, adaptando-se aos gostos e a cultura de cada país, surgindo inúmeras e maravilhosas possibilidades.

A origem da Trufa

"Trufa" é o nome de uma batata de origem inglesa muito aprecida na Europa, e de valor elevadíssimo.

As primeiras trufas de chocolate eram produzidas de uma massa a partir de chocolate nobre, creme de leite, glucose e conhaque, e depois eram banhadas de cacau em pó.(pareciam realmente a batata suja de terra). Apesar de delicioso, a durabilidade dessa trufa era muito pequena, pois sem uma proteção absorvia rapidamente umidade (inimiga no. 1 do chocolate).

Então, iniciou-se a tradição de banhar as trufas em chocolate e a sua durabilidade passou de 24hs para aproximadamentre 10 dias. Depois, as trufas começaram a ser feitas nas formas de bombom (pvc), porque comercialmente é mais fácil controlar o tamanho das trufinhas e assim garantir um padrão para o produto.

A trufa tradicional e original deve conter os seguintes ingredientes:

* Chocolate nobre (veja abaixo o que é isso)

* Creme de leite

* Conhaque

* Glucose ou mel

À esses ingredientes pode-se adicionar essências, frutas frescas, frutas secas, nozes e outros.

Origem Marzipã


Depois da era Cristã, os romanos já consumiam as amêndoas adoçadas com o mel e já era costume consumir este delicioso doce em casamentos.
As amêndoas com açúcar surgiram com as freiras e eram oferecidas em lindas cestas e mosaicos. De origem árabe, o marzipã surgiu pela primeira vez na Europa durante o século XIII. Consistia de um pequeno doce confeccionado com amêndoas, água de rosas e açúcar.
A receita mais antiga de marzipã foi encontrada na primeira obra de receitas renascentistas de Platina de Cremona, escritor humanista que viveu durante muito tempo na corte papal em 1450. Nela, o autor descreve algumas receitas rústicas, entre elas um doce chamado "Caliscionis".
O "Caliscionis" era uma espécie de raviole grosso (frito ou assado), feito com massa folhada e recheado com marzipã. Mais tarde, este mesmo doce passou a ser confeccionado em Nápoles sob o nome de "Calzone", em uma versão salgada e em "Aix-en-Provence", na França, só que neste caso, tratava-se de uma massa mais dura cortada em pequenos losangos e recheada com amêndoas, flor de laranjeira e açúcar (muito parecida com a versão original árabe do marzipã).
Muito parecido com o "Caliscionis", também, era o "Sosamelis", uma massa folhada feita com ovos, farinha, açúcar, água de rosas e muita canela, criada por Cristoforo de Messisbugo, "escultor", nomeação atribuída a sua importância como mestre na cozinha renascentista, da corte de Platino Carlos V, em 1533.
Segundo um manuscrito escrito em 1530, em Lubecca, no ano de 1407, o marzipã era produzido em grande quantidades, mas, ao contrário do método clássico de confecção, o "Marzipã de Kónigsberg", como era conhecido, era primeiramente modelado, chamuscado e, somente depois, coberto por um glacê feito com água de rosas e frutas cristalizadas.